Após acabar de publicar as recomendações do US Preventive Services Task Force sobre ECG (não triar), acabo de ler o ahead of print do New England Journal of Medicine que discute justamente as recomendações da Task Force (não triar universalmente HIV) contra as recomendações do Centers for Disease Control (triagem universal).
O artigo faz um apanhado interessante da discussão entre as duas entidades acerca da análise das mesmas evidências científicas, destacando que, a despeito das evidências não serem as mesmas, a análise de diferentes pesquisadores (cochranistas x especialistas).
Os dois grupos debatem sob diversas óticas, incluindo a da economia da saúde (de custo-benefício e custo-efetividade), a do risco relacionado a triagem e da responsabilidade das próprias entidades em se obrigarem a fazer ou não recomendações.
As referências são bastante interessantes, e a ótica do autor deste artigo traduz a panacéia que existe em torno da Medicina Baseada em Evidências.
Lembrando que só recentemente o atual presidente Barack Obama suspendeu a obrigatoriedade do exame de HIV para imigrantes, uma exigência da administração anterior, é importante entender o contexto em que se desenvolvem estas recomendações.
Leia o artigo do NEJM:
Publicado originalmente por Leonardo C M Savassi


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